segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A Web Vence o Papel Mais Uma Vez. Enciclopédia Britânica Deixará de Ser Impressa Após 244 Anos.


Dia 14/03/2012 foi uma data histórica, e possivelmente marcará um período de transição, que já vem acontecendo lentamente há alguns anos, mas que está a cada dia que passa em um ritmo mais acelerado. A  Enciclopédia Britânica, a mais antiga do mundo em inglês, anunciou o fechamento de sua edição em papel, 244 anos depois que seu primeiro exemplar foi publicado em Edimburgo, na Escócia, em 1768.

     
Confesso que é triste vermos jornais que nos acompanham há décadas, revistas que adorávamos folhear, e agora as clássicas enciclopédias deixando de serem produzidas.
  
Meu pai era dono de uma gráfica, e eu cresci em meio as salas de tipografia e as enorme máquinas de impressão Gutemberg, algumas com quase um século de trabalho duro e ainda na ativa até poucos anos atrás. Sempre tive uma atração especial por este trabalho incrível de transformar idéias em livros, revistas e jornais e levar conhecimento através de tinta e celulose.

Porém, deixando o saudosismo e a nostalgia de lado, todos temos a ganhar com a substituição do papel pelos arquivos digitais. Eles não poluem, não ocupam espaço, chegam a um maior número de pessoas por custos muito menores ou até mesmo gratuitamente, são atualizados com freqüência e não tem limite de espaço.
  
Para quem gosta de ler e é faminto por conhecimento, como eu, Enciclopédias sempre tiveram um lugar especial, porém, sempre inacessíveis para a maioria das pessoas, devido seus valores exorbitantes. Hoje qualquer pessoas tem acesso ao conhecimento, em qualquer lugar, e um computador custa muito menos que custava uma coleção de Enciclopédias.

Assim como outras editoras, jornais e revistas, a Enciclopédia Britânica não vai deixar de exisitir, a companhia deve anunciar que se concentrará em sua enciclopédia digital e na elaboração de material para escolas, antecipou nesta terça-feira o site do jornal "The New York Times".

Atualmente a versão impressa da enciclopédia já não é mais o "carro chefe" da empresa, e representa apenas 1% de seu faturamento total. Cerca de 85% vêm da venda de produtos do currículo escolar em disciplinas como matemática e ciências, enquanto o restante, de acordo com o "NYT", vem de assinaturas do site.

A Enciclopédia Britânica se transformou em 1994 na primeira do mundo a chegar à internet, e hoje, o acesso a sua enciclopédia digital, que é atualizada a cada 20 minutos, custa uma taxa de US$ 70 anuais.

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