sexta-feira, 31 de maio de 2013

Fusca é Transformado em Conversível e Família Sonha em Regularizar o Carro.


Fusca conversível (Foto: Crispim Machado/Arquivo Pessoal)Fusca 1984 foi transformado em conversível por Francisco Machado (Foto: Crispim Machado/Arquivo Pessoal)
Apaixonado por carro antigo, Francisco Machado, natural de Cruzeiro do Sul, estudou mecânica no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) do Acre. Em 2010, comprou um fusca 1984 e transformou em um conversível. Mas, Francisco faleceu em 2011, vítima de um AVC, aos 51 anos. Agora os irmãos Crispim e Ismael Machado sonham em regularizar o veículo.

“O carro ficou com a gente de herança. É a lembrança mais viva e presente que a gente tem dele. E ninguém vende nem troca. É inegociável”, diz Ismael. Segundo ele, Francisco fez a maior parte do trabalho sozinho.  “Ele conhecia de engenharia elétrica e de mecânica. Tinha conhecimento empírico. Mas foi o Senai que deu toda a base para ele”, relembra.

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Fusca conversível (Foto: Crispim Machado/ Arquivo pessoal)
Sobrinha de Francisco chegou ao aniversário 

de 15 anos no fusca para homenagear o tio

(Foto: Crispim Machado/ Arquivo pessoal)
Embora as características originais tenham sido mantidas, algumas adaptações foram feitas  para transformar o fusca em um carro único. As modificações custaram aproximadamente R$ 10 mil. Francisco trocou as rodas, mandou cortar o teto e deixou o carro com apenas dois lugares, diminuindo 60 centímetros do comprimento.
“Inicialmente a ideia era dar o carro de presente para a filha dele. Ele diminuiu o carro porque tinha medo que ela andasse com muita gente dentro do veículo”, conta Crispim.

No aniversário de 15 anos da filha de Crispim, Laryssa Machado, em 31 de julho de 2012,  a família fez uma homenagem a Francisco. “Ela entrou no buffet da festa de debutante ao meu lado dentro do fusquinha. Foi uma forma de homenagear meu irmão Francisco”, conta.

Eudivon Montefusco, técnico do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) no Acre explica que o veículo que passou por um procedimento de transformação precisa ter o  Certificado de Adequação ao Trânsito (CAT) para ser regularizado. "Um engenheiro mecânico faz o laudo e homologa junto ao Inmetro. Então é expedido o CAT e alterado o cadastro do veículo", explica.Regularização

Mas os irmãos Machado não podem andar com o fusca normalmente pelas ruas. Por ter passado por modificações, o carro precisa ser regularizado. Ao procurar o Detran/AC, eles desanimaram. “Lá fomos informados que o carro tem que passar por uma perícia para receber um laudo por uma empresa de fora. Mas infelizmente a gente não está em condições de mandar esse veículo para lá”, lamenta.

Ainda segundo Eudivon, este procedimento só poder ser realizado em Campinas, São Paulo, e no Paraná. "Poucas empresas possuem o selo do Inmetro para fornecer este certificado. A família Machado teria que se deslocar com este veículo para obter", diz.

Faroeste Caboclo Com Santo Lula.

N.B.: Cara, meu coração é vermelho e de vermelho vive meu coração, sou estrelinha do 13 desde menina, mas não tinha como não bloggar esse vídeo!!! Hehehehehehe... Ele é fantasticamente criativo e tenho certeza que meus amigos da oposição vão adorar!!! Hehehehehehe.



Aplicativo Promete 'Curar' Gays em 60 Dias Pelo Celular.



Reprodução
Door of Hope
Surgiu um aplicativo que promete "curar" os homossexuais pelo smartphone. Criado pela Setting Captives Free, o "Door of Hope" garante que o interessado conseguirá "se ver livre da homossexualidade" em 60 dias.

Trata-se de uma espécie de curso que usa preceitos bíblicos para convencer o homossexual de que ele tem um problema. "Você pode ser libertado da escravidão da homossexualidade através do poder de Jesus Cristo e da cruz", informam.

Em resposta, a comunidade gay criou uma petição virtual pedindo a retirada do aplicativo do ar. Até as 8h40 desta sexta-feira, 31, o abaixo-assinado já tinha mais de 54,3 mil assinaturas (veja aqui).

Pelo menos junto à Apple a estratégia funcionou, pois o app foi retirado da iTunes Store por violar regras da empresa para desenvolvedores. Mas ele ainda pode ser encontrado na Google Play para ser baixado no Android.

O programa de desenvolvimento do Google, entretanto, diz que não são permitidas aplicações com discursos de ódio contra grupos com base em sexo, orientação sexual ou identidade de gênero, então pode ser que em breve o Door of Hope saia de lá também.

37% Dos Brasileiros Não Aceitariam Filho Homossexual, Diz Pesquisa.

G1.

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Resultados da pesquisa
1- Concordância com a frase:
"Não aceitaria ter um filho ou uma filha homossexual"
Geral - todas as idades37%
Homens45%
Mulheres35%
Geral - 16 a 24 anos26%
Geral - 25 a 34 anos33%
Geral - 35 a 49 anos37%
Geral - 50 anos ou mais46%
2- Concordância com a frase:
"Sou contrário que casais do mesmo sexo tenham os mesmos direitos dos casais tradicionais"
Geral – todas as idades38%
Homens47%
Mulheres35%
Geral - 16 a 24 anos35%
Geral - 25 a 34 anos32%
Geral - 35 a 49 anos34%
Geral - 50 anos ou mais47%
Fonte: Instituto Data Popular
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Data Popular aponta que 37% dos brasileiros ouvidos não aceitariam ter um filho ou filha homossexual.
Segundo o levantamento, 38% também se disseram contrários ao fato de casais do mesmo sexo terem os mesmos direitos de “casais tradicionais”.
O Instituto Data Popular, uma entidade privada de consultoria, informou ter ouvido 1.264 pessoas em todas as regiões brasileiras, no primeiro trimestre de 2013. Segundo a empresa, o objetivo era saber qual era a opinião dos entrevistados sobre assuntos relacionados a homossexualidade e ao acesso a direitos civis por casais de mesmo sexo no Brasil.
O resultado, diz o Data Popular, mostra que o preconceito contra homossexuais ainda é alto e que, também, a rejeição é maior dentre os homens.
Em maio de 2011 o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou a união estável homoafetiva no país. Já em 14 de abril deste ano, uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou a obrigatoriedade de todos os cartórios registrarem casamentos e uniões estáveis homossexuais sem que haja necessidade de uma determinação judicial.
Segundo o Instituto Data Popular, a primeira pergunta no levantamento era se o entrevistado concordava ou não com a frase “Não aceitaria ter um filho ou uma filha homossexual”. No geral, 37% responderam que concordavam com a afirmativa. Dentre os homens, a taxa ficou em 45%. Já entre as mulheres, a rejeição a filhos homossexuais caiu para 35%.

Se analisada a divisão por idades, a rejeição a um filho homossexual ficou maior entre os entrevistados com 50 anos ou mais – 46% disseram que não aceitariam.
A segunda pergunta feita foi em relação à universalização dos direitos civis para casais de mesmo sexo. O resultado apresentou nível de rejeição é semelhante, informa o Instituto Data Popular.
Disseram-se contrários que à equiparação dos diretios 38% dos entrevistados. O percentual ficou maior quando se analisa só as respostas dos homens: 47%. Já entre as mulheres a rejeição foi de 35%.

Para Renato Meirelles, sócio diretor do Instituto Data Popular, “os números reforçam que o preconceito da sociedade para com os homossexuais existe, tanto dentro de casa, quanto fora dela”, divulgou a entidade.
O Brasil tem mais de 60 mil casais homossexuais, segundo dados preliminares do Censo Demográfico 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Parada Gay em São Paulo
No próximo domingo (2), acontece em São Paulo a 17º Parada do Orgulho LGTB, a partir das 12h, na Avenida Paulista. O tema deste ano será "Para o Armário Nunca Mais, União e Conscientização" e tem o objetivo é alertar para os retrocessos em relação às conquistas da comunidade gay. O desfile será encerrado com trio elétrico que protestará contra o deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), político que ficou conhecido após supostos ataques e ofensas a africanos e homossexuais.
"Não é só contra o Feliciano, é contra todos aqueles 'infelicianos' que insistem em julgar os direitos dos outros em detrimento da sua heterossexualidade", disse o diretor da Associação da Parada do Orgulho GLBT (APOGLBT), Nelson Matias, durante a coletiva de imprensa de lançamento do evento, na início de maio.
A Prefeitura de São Paulo investirá R$ 1,6 milhão na logística e infraestrutura da Parada do Orgulho LGBT. Ao todo, 1,2 mil policiais militares vão acompanhar o evento. A corporação também vai usar câmeras e helicóptero durante o monitoramento, segundo a APOGLBT.

Qual a Origem Dos Símbolos do Casamento?


Hábitos medievais são copiados até hoje pelos noivos

Lívia Lombardo | 29/04/2013 12h18

Quando Kate Middleton entrou na abadia de Westminster, em Londres, em 2011, para encontrar o príncipe William no altar, ela começou a influenciar a escolha de milhares de noivas mundo afora. Foi o que aconteceu nas décadas seguintes ao casamento da rainha Vitória, em 1840, que eternizou o vestido branco e o véu. No entanto, grande parte dos hábitos ligados às bodas vem de muito antes, da Antiguidade e da Idade Média, e é copiada por casais até hoje, independentemente da religião que praticam. Claro que um monte de coisa mudou. Até o século 12, uma simples troca de beijo em público e o anúncio da decisão de união já bastavam para legitimar um matrimônio. Foi só em meados do século 13 que a Igreja incluiu o casamento na sua lista de sacramentos sagrados. Atualmente, mesmo nas cerimônias mais inovadoras, ritos tradicionais continuam na festa, ainda que a sua origem já tenha se diluído com o passar de tantos séculos.

O grande dia

Entenda o porquê de tanta tradição

A ALIANÇA

O círculo sem começo e fim, que representa a eternidade do amor, ganhou força a partir do século 13. A escolha do dedo anelar esquerdo vem da crença de que, nesse dedo, passa uma veia ligada diretamente ao coração. Na Segunda Guerra, os soldados passaram a usá-la para terem uma lembrança das esposas.

O ARROZ

Durante muito tempo, o único objetivo do casamento era gerar herdeiros, o que dava força a costumes em prol da fertilidade. Foi assim que surgiu o ato de jogar arroz, tido pelos orientais como um símbolo de fertilidade há mais de 2 mil anos.

DAMAS DE HONRA

Na Antiguidade, as mulheres se casavam ainda crianças e precisavam de ajuda na hora de se arrumar. Foi por isso que surgiram as damas de honra, que eram da família da noiva. No século 19, elas viraram sinal da elegância de uma cerimônia.

O BUQUÊ

Na Idade Média, era comum a noiva, ao lado de uma comitiva, fazer a pé o trajeto até a igreja. No caminho, ela recebia flores, ervas e temperos e os juntava nas mãos. No século 14, nasceu o hábito de jogar o buquê para as convidadas, uma forma de retribuir toda a sorte desejada aos noivos.

A TRILHA SONORA

A Marcha Nupcial foi composta por Felix Mendelssohn em 1842. Em janeiro de 1858, ela foi tocada no casamento da princesa Vitória com o príncipe Frederick William, da Prússia, e virou tradição. A trilha foi escolhida por influência da mãe da noiva, a rainha Vitória.

O VESTIDO E O VÉU

A suntuosidade do casamento da rainha Vitória fez do branco a cor oficial dos vestidos e véus. Antes de 1840, as noivas usavam qualquer tom, até vermelho e preto. Mas o burburinho na entrada da inglesa na capela do Palácio de St. James é algo desejado pelas noivas até hoje.

DO LADO ESQUERDO

A tradição de a noiva ficar sempre do lado esquerdo do homem no altar também é medieval e está relacionada a questões de segurança e proteção. Com ela nessa posição, o lado direito do noivo ficava livre para que ele pudesse puxar a espada e lutar contra quem tentasse roubar a sua mulher.



A evolução do vestido de noiva

Da túnica às pernas de fora

Na Roma antiga

As noivas ganham uma roupa especial para o dia do casamento. Normalmente, o figurino inclui uma túnica branca e um véu de linho muito fino, conhecido como flammeum.

No início da Idade Média

O vestido de noiva, bastante bordado, surge com o objetivo de exibir a riqueza da família. O vermelho é comum por representar a capacidade de gerar sangue novo.

Na alta Idade Média

O verde vira moda entre as noivas da burguesia, que o usam em busca de fertilidade. Elas também costumam desfilar com o ventre saliente para exibir possibilidade de procriação.

No início do Renascimento

A peça se torna mais suntuosa, com muito veludo e brocado. As cores do brasão da família do noivo são as preferidas para os vestidos. A tiara é um acessório obrigatório.

No fim do Renascimento

O preto é estabelecido como a cor mais adequada para as cerimônias religiosas, inclusive o casamento. Nesse mesmo período, surgem as primeiras peças brancas, consideradas mais elegantes.

No período rococó

Ganham destaque os vestidos com tecidos brilhantes, bordados com pedrarias e babados de renda. Tons pastel, como o lilás, o pêssego e o verde, são as cores preferidas.

Era vitoriana

Quatorze anos após o casamento da rainha Vitória, que contraria a tradição ao vestir branco, o papa Pio IX decreta que todas as noivas devem usar trajes claríssimos para demonstrar a castidade.

Século 20

Eles continuam sendo brancos, mas os modelos ganham flexibilidade total. As tendências da moda dão o caminho e vale tudo - até vestido curtinho.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Rio Branco Terá o Dia Mais Curto do Ano Nesta Terça-Feira (28).


parque


 Os rio-branquenses verão o Sol se pôr mais cedo nesta terça-feira (28). Dentre todos os 365 dias do ano, o astro vai se pôr, exatamente, às 18h 16min 14s de hoje.   Durante seis meses, o Sol se punha, cada dia, mais cedo, culminando em 28 de maio. A partir do dia seguinte, 29 de maio, ele começa a se esconder, cada dia mais tarde, durante os próximos seis meses,     Mas as datas e horários não são os mesmos para os demais cidades do Acre, devido à latitude e à longitude de cada uma e, também, como consequência da inclinação do eixo polar da Terra e da órbita do nosso planeta em torno do Sol.
Em Cruzeiro do Sul, que tem menor latitude, o fenômeno ocorreu no domingo, dia 26, às 18h 39min 25s, enquanto, em Brasileia, detentora de maior latitude, ocorrerá, somente, no dia 29, quarta-feira, às 18h 18min 17s.   Assim, observa-se que, quanto menor a latitude, o Sol se põe, no menor horário do ano, em data mais cedo e, quanto maior a latitude, o dia em que ele se põe mais cedo, é em data mais tarde.
Em Acrelândia, o Sol vai se pôr mais cedo, também, nesta terça-feira, às 18h 12min 46s, ou seja, quase quatro minutos antes de Rio Branco, mas, nesse caso, a causa principal não é a latitude e, sim, a longitude, que determina os fusos horários.  Em Tarauacá, o fenômeno ocorre, nesta segunda-feira, dia 27, às 18h 30min 57s.   Não se deve confundir com os dias mais curto e mais longo, que ocorrem nos dias 21 de junho e 21 de dezembro, cujo fenômeno é conhecido como solstício.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Ao Pedalar, LED em Rodas de Bicicleta Apresenta Imagens e Animações.

LEDs em roda de bicicleta cria animações ao andar de bicicleta (Foto: Divulgação/MonkeyLectric)LEDs em roda de bicicleta cria animações ao
andar de bicicleta 
(Foto: Divulgação/MonkeyLectric)
Para quem gosta de andar de bicicleta principalmente no período da noite, uma empresa da Califórnia desenvolveu um sistema de luzes de LED que são colocadas nas rodas e que, ao pedalar, apresenta imagens coloridas ou animações. Este conteúdo que aparece nas rodas pode ser personalizado.
Chamado de Monkey Light Pro, da MonkeyLectric (clique aqui para acessar o site do Kickstarter), o sistema usa quatro fileiras de lizes de LED resistêntes à água que são colocadas nas rodas. Um programa especial permite criar e transferir as animações para as luzes acopladas às rodas. A transferência é feita por meio de Bluetooth.
As luzes acendem ao alcançar uma determinada velocidade. A impressão é que as imagens são formadas na roda e que elas estão em movimento.
A MonkeyLectric tenta arrecadar US$ 180 mil no site de fundos "Kickstarter" para conseguir colocar o produto nas lojas. Faltando 55 dias para o final da campanha, a empresa já conseguiu obter US$ 85 mil.
As luzes serão vendidas - o preço ainda não foi definido - com algumas animações prontas, mas o usuário poderá adicionar suas próprias criações.
LEDs trazem animações para as rodas as bicicletas (Foto: Divulgação/MonkeyLectric)LEDs trazem animações para as rodas as bicicletas (Foto: Divulgação/MonkeyLectric)

Se Esse Fosse o Último Ano da Sua Vida, Como Você Escolheria Vivê-lo?


Tem um ditado que diz que a vida é boa pra quem gosta dela. E Zach Sobiech foi uma dessas pessoas, mesmo tendo todos os motivos para se revoltar com ela.
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Com 14 anos, ele foi diagnosticado com Osteossarcoma, um raro tumor maligno que ataca os ossos e que costuma aparecer em crianças. Durante seu tratamento, ele fez 10 cirurgias e 20 sessões de quimioterapia.
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Em março de 2012, os médicos disseram que não havia mais o que fazer e que ele só teria mais um ano de vida. Ele então se viu tendo que responder uma complexa pergunta que precisava de uma resposta rápida: como usar seu último ano de vida? Diante dessa situação, há duas opções: desistir e passar o resto dos dias sofrendo e se perguntando porque isso tinha que acontecer com você; ou seguir em frente e viver os seus últimos dias da melhor forma. Zach ficou com a segunda opção.
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Ele resolveu investir pesado na sua maior paixão – a música. E correu, porque o tempo era curto. Se juntou com a amiga de infância, Samantha Brown, e gravou o seu primeiro álbum, Fix Me Up, lançado no começo de 2013.
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O garoto gravou um vídeo com a música “Clouds” que rapidamente se tornou viral no Youtube, ultrapassando 4 milhões de visualizações:
Eis um trecho da música livremente traduzido:
We could go up, up, up (nós poderíamos ir pro alto, alto, alto)
And take that little ride (e dar aquele passeio)
And sit there holding hands (e sentar aqui dando as mãos)
And everything would be just right (e tudo ficaria bem
And maybe someday i’ll see you again (e talvez algum dia eu te verei de novo)
We’ll float up in the clouds and we’ll never see the end (vamos flutuar nas nuvens e nunca veremos o fim)
And we’ll go up, up, up (e iremos pro alto, alto, alto)
But i’ll fly a little higher (mas eu vou voar um pouco mais alto
We’ll go up in the clouds because the view is a little nicer (vamos por cima das nuvens, porque a vista de lá é melhor)
Up here my dear (porque aqui, meu amor)
It won’t be long now, it won’t be long now (não vai durar muito, não vai mais durar muito)
Vários artistas e celebridades se inspiraram com a história do mais novo e talentoso cantor dos EUA, e gravaram versões cover da sua música de despedida:
20 de maio de 2013 foi o último dia de Zach na Terra. Antes disso, o pessoal do canal SoulPancake gravou um documentário chamado “My Last Days” no qual os últimos momentos de vida de Zach foram retratados. Ao invés de encontrar um adolescente amargurado, as cenas que vemos nos mostram uma pessoa feliz, alegre, um tanto quanto emotiva diante da situação, mas sempre com um brilho nos olhos e uma vontade de aproveitar da melhor forma a dádiva da vida. 
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“Meu nome é Zach Sobiech. Tenho 17 anos. Me disseram que eu tenho poucos meses de vida. Mas eu ainda tenho muito trabalho a fazer. Eu quero que todo mundo saiba: você não precisa descobrir como vai morrer. Apenas comece a viver.”
Talvez você esteja se perguntando porque essa história veio parar aqui no Hypeness, um site que fala de inovação e criatividade – porque, pra gente, o conceito de inovação também se estende para a vida, e Zach exemplifica isso muito bem. Numa situação na qual ele teria todo o direito de se colocar como vítima, ele resolveu fazer diferente e inovou na forma de enfrentar uma doença tão cruel. Acelerou o quanto pode pra deixar a sua marca, pra perseguir o seu sonho, pra passar o seu recado pro mundo. Encarou a doença de uma forma nova, e definitivamente conseguiu inspirar muitas pessoas. O mundo precisa de mais pessoas como Zach. (Duas horas depois que Zach se foi, o single Clouds ficou em primeiro lugar no iTunes americano.)
fim
E você, está esperando o que pra perseguir o seu sonho?
(uma organização foi criada pela família de Zach para arrecadar fundos para crianças com câncer. Você pode doar aqui.)

O Torturador Ofendido.


Censura
Censura. O agora evangélico (direita) conseguiu na Justiça retirar da internet um artigo revelador do jornalista

Nas manhãs de sábado, o pastor Átila Brandão, líder máximo da Igreja Batista Caminho das Árvores, faz uma exaltada pregação na TV Aratu, retransmissora do SBT na Bahia. É uma mistura de ignorância, oportunismo e preconceito. Exemplo: o ser humano é inteligente por falar e não por pensar. Outro: o anticristo será um homossexual nascido de uma prostituta. Não se assuste, o pastor tem a solução contra o mal. Além do apego ao Evangelho e à Bíblia, Brandão acredita-se destinado a presidir o Brasil.
Infelizmente, a estratégia para derrotar o coisa-ruim via Palácio do Planalto corre sérios riscos. Atualmente, torturador de palavras e consciências, Brandão destacou-se nos anos 70 por outro tipo de barbárie, bem mais grave. Teve passagem marcante pelo aparato de repressão da ditadura.
Denunciado pelo ex-deputado e jornalista Emiliano José, o pastor perdeu a fleuma religiosa e ressuscitou seu velho estilo, consagrado nos anos de chumbo. Então oficial da Polícia Militar da Bahia, Brandão comandou espancamentos contra estudantes em Salvador entre 1968 e 1973. Em um prazo de três meses, o evangélico fez um boletim de ocorrência, registrou uma queixa-crime e abriu duas ações judiciais contra José. Seu objetivo principal é censurar o jornalista por causa do artigo intitulado “A premonição de Yaiá”. Publicado em fevereiro passado no jornal A Tarde e disponível na internet, o texto trata de uma história assustadora.
Com base em um depoimento gravado, o ex-deputado relata um momento na vida de Maria Helena Rocha Afonso, conhecida como Dona Yaiá, mãe do preso político Renato Afonso de Carvalho, ex-militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário. Segundo Dona Yaiá, em 1971, após sentir terrível angústia no peito, decidiu por conta própria pegar um táxi e visitar o filho, então com 23 anos, preso no quartel da PM dos Dendezeiros, na chamada cidade baixa. Carvalho havia sido preso no Rio de Janeiro em fevereiro daquele mesmo ano por agentes da repressão e levado ao quartel da Polícia do Exército da Rua Barão de Mesquita, um dos mais cruéis centros de torturas do regime. Por dois dias, ficou pendurado em um pau de arara. Foi espancado e submetido a choques elétricos e afogamentos. Depois, enfrentou um fuzilamento simulado. Como, ainda assim, não entregou ninguém, seu assassinato parecia iminente.
Graças a um pedido do pai, Orlando de Carvalho, e da interferência de Dom Eugênio Salles, à época arcebispo do Rio de Janeiro, o militante foi salvo e transferido a Salvador. Sob custódia da PM baiana, achou que a fase das torturas havia passado. Engano absoluto. O militante do PCBR, hoje um respeitado professor de História na capital da Bahia, reencontrou no quartel dos Dendezeiros um velho desafeto, o capitão Átila Brandão.
Três anos antes, em 1968, Carvalho havia integrado um movimento para expulsar Brandão da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia onde ambos estudavam. Em companhia de outros militantes do movimento estudantil baiano, acusava o policial militar de ser um dos muitos agentes infiltrados pela ditadura no campus, estratégia comum naqueles tempos. Diversos estudantes identificaram o então tenente Brandão como comandante de tropas da PM que durante manifestações de rua contra o regime liderava com brutalidade desmedida a repressão aos manifestantes.
À frente de uma equipe de torturadores, Brandão encontrou Carvalho em um dos porões do quartel, mas não quis conversa sobre o passado. Assim que o viu, disparou socos, chutes e xingamentos, tática normalmente usada antes das sessões de choques elétricos e afogamentos. O PM queria saber se o estudante conhecia um grupo de militantes do PCBR preso no Paraná pelo Exército. Quando estava prestes a montar o pau de arara e ligar a máquina de eletrochoques, o oficial foi interrompido por um soldado. Dona Yaiá havia passado pelas sentinelas e, resoluta, estava no corredor em frente ao porão onde o filho era torturado.
Segue o relato de Dona Yaiá, reportado por José, sobre a premonição naquele fevereiro de 1971: “Soube que o soldado entrou, cochichou no ouvido de Átila, e ele, irritado, mandou parar tudo, juntar o pau de arara e o resto, e se retirou. Cessou a tortura. Quando Renato saiu da sala, eu o abracei, perguntei-lhe se estava tudo bem, ele disse sim, mas pediu para que avisasse o advogado Jaime Guimarães. Queriam voltar a torturá-lo. Fiz o que Renato pediu. Não voltou a ser torturado”.
Fonte: Google Imagens
Brandão nega tudo, apesar das evidências. Entre elas, o documento número 45/69 da agência baiana do antigo Serviço Nacional de Informações datado de 13 de outubro de 1969, em que ele é citado reiteradas vezes como agente da repressão. O nome do ex-PM está na ficha montada pelo SNI sobre Rosalindo Souza, militante do PCdoB, morto e desaparecido na Guerrilha do Araguaia, em 1973. Assim como Carvalho, o guerrilheiro estava entre os estudantes que pediram a expulsão do policial militar da Faculdade de Direito em 1968.
O pastor reagiu à divulgação do artigo, à repercussão na Bahia e, claro, às ameaças a suas antigas pretensões eleitorais. Em 2006, foi candidato ao governo pelo PSC, partido do deputado Marco Feliciano, de São Paulo, com quem divide as mesmas opiniões homofóbicas. Em 2012, apoiou ACM Neto à prefeitura de Salvador e ganhou, como prêmio, a nomeação de um filho, Átila Brandão de Oliveira Júnior, para o cargo de assessor especial da subchefia de gabinete do prefeito do DEM. Júnior era diretor da Faculdade Batista Brasileira, um dos negócios do pai.
Nas ações judiciais, Brandão acusa o jornalista de “pau mandado” e “papagaio de pirata”. Para calá-lo, pediu uma indenização de 2 milhões de reais e a retirada do artigo “A premonição de Yaiá” do site do ex-deputado, com multa diária de 10 mil reais, no caso de desobediência. Em 13 de maio, a juíza Marielza Brandão Franco, em decisão liminar, mandou retirar o texto, a esta altura reproduzido em centenas de sites pela internet, da página de José e reduziu a multa diária a 200 reais. “Esta é a primeira tentativa clara de cercear minha liberdade em 35 anos de carreira jornalística”, lamenta o ex-deputado.
Enquanto aguarda a decisão final do Tribunal de Justiça sobre as ações, o jornalista coleciona apoios de entidades de defesa de direitos humanos e reúne novos documentos sobre a participação do ex-capitão da PM na repressão durante a ditadura. Brandão deverá ser um dos primeiros convocados pela Comissão Estadual da Verdade, a ser instalada nos próximos dias, em Salvador, pelo governador petista Jaques Wagner. Também deverá ser convidado a falar na Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa, também instalada recentemente.
Em 25 de abril, em depoimento ao Grupo Tortura Nunca Mais da Bahia, Carvalho havia confirmado a exatidão do conteúdo tanto do relato da mãe, Dona Yaiá, quanto do artigo do ex-deputado. Na terça-feira 21, a CartaCapital o professor afirmou ter reconhecido o capitão Brandão no instante em que ele entrou na sala onde o haviam colocado para ser torturado, no quartel dos Dendezeiros. “Ele também me reconheceu, da Faculdade de Direito, tanto que me chamou de Renato, e não de ‘Joel’, meu nome de guerra no PCBR.”
No fim do ano passado, em um evento para empresários evangélicos, Brandão confessou a uma plateia na qual estava o deputado federal Anthony Garotinho que antes de ser cristão era um advogado corrupto e corruptor, além de cidadão “pronto para matar alguém”. Portava sempre uma pistola calibre 45 com dois carregadores cheios de balas. O pastor não respondeu aos pedidos de entrevista da revista. Segundo uma secretária da Igreja do Caminho das Árvores, ele estava em viagem.

Minha História: Fui Torturada em 1970 e Denunciei o Coronel Ustra.


RESUMO Presa e torturada em 1970, a atriz Bete Mendes encontrou o coronel Brilhante Ustra numa viagem ao Uruguai em 1985. Ela era deputada federal, e ele atuava na embaixada em Montevidéu. Na volta, ela denunciou Ustra ao presidente Sarney. Aos 64, a atriz diz não temer retrocessos, mas pede atenção aos movimentos contra a democracia.
Fui presa duas vezes. Na primeira, não fui torturada fisicamente. Na segunda, foi total. Fui torturada [em 1970] e denunciei [o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra]. Isso me marcou profundamente. Não desejo isso para ninguém --nem por meus inimigos. A tortura física é a pior perversidade da raça humana; a psicológica, idem.

Não dá para ter raiva [de quem me torturou]. A gente é tão humilhado, seviciado, vilipendiado que o que se quer é sobreviver e bem. Estou muito feliz, sobrevivi e bem. E não quero mais falar desse assunto.

Luciana Whitaker/Folhapress
A atriz e ex-deputada Bete Mendes fala sobre sua trajetória em uma livraria no Rio
A atriz e ex-deputada Bete Mendes fala sobre sua trajetória em uma livraria no Rio

Superei isso com tratamento psicológico e com trabalho. Agradeço à família, à classe artística, aos amigos que foram meu alicerce.

Carlos Zara me convidou para fazer a novela "O Meu Pé de Laranja Lima", e isso me salvou. Continuei o trabalho artístico, fui fundadora do PT, fui deputada federal duas vezes e secretária da Cultura de São Paulo.

Comecei a fazer teatro e cantar com seis anos de idade. Com oito já participava de manifestações de alunos. Era do grêmio do colégio, depois fui para o diretório da faculdade. Em bibliotecas públicas ou pegando livros emprestados lia tudo: Rousseau, Marx, Mao, Lênin, Gorki, Aristóteles. Depois, adotei o codinome de Rosa em homenagem a Rosa Luxemburgo.

VAR PALMARES
Na adolescência escrevi textos de peças de teatro. Quando fui presa, eles levaram esses textos. Achavam que eles eram prova de crime, que depunham contra mim. Nunca mais os recuperei. Era coisa tão pouca, boba, pessoal.

Quando fecharam as portas à democracia, me senti usurpada, revoltada, aprisionada. Achei que a única saída era entrar numa organização revolucionária contra a ditadura militar. Entrei na VAR-Palmares. Fizemos aquela opção. Foi certa, errada? É difícil julgar hoje.

A minha visão era a revolução socialista: tirar poder dos militares, dos opressores, do capitalismo selvagem. Deixar a gente governar para o bem de todos, com todos participando.

Eu tinha 18, 19 anos e achava que podia fazer tudo. Não tinha consciência do risco imenso que estava correndo. Era atriz de uma novela que explodia no Brasil, "Beto Rockfeller", estudava ciências sociais na Universidade de São Paulo e participava de uma organização clandestina revolucionária. Aí deu zebra.

O medo era a pior coisa que a gente sentia na época. Historicamente tem que se reconhecer que nós entramos numa ditadura muito mais pesada do que foi dito no passado. Isso vai sendo desdito atualmente pela Comissão da Verdade.

Hoje não tenho medo de retrocesso, mas é preciso prestar atenção em manifestações como de movimentos nazistas em vários países e no Brasil. Por exemplo? O coronel Brilhante Ustra faz parte desse movimento. Ele tem um site. Há jovens fazendo movimento nazista.

DEMOCRACIA
É um receio. É preciso ser cauteloso em relação a movimentos que podem ser prejudiciais ao avanço democrático. Mas impedir jamais, porque a gente legitima a manifestação de todos, de opiniões diversas. É preciso cuidar da democracia para que esses movimentos não cresçam.

Sou política como qualquer cidadão. Sou cidadã, atriz, socialista. O socialismo se constrói todo dia. Não temos o modelo socialista do passado, mas a gente constrói um novo. Quero continuar trabalhando como atriz e viajar mais. Poder viver essa democracia até morrer. Sonho político? Que o trabalho escravo acabe no Brasil.

Estou aqui viva e feliz. Minha vida é muito efervescente. Emendei três trabalhos na televisão. Faço o que eu gosto: ser atriz. Não vamos ficar presos no passado. O que eu tinha que dizer disse com todas as letras na época. "Revival" não tem sentido. Meu assunto hoje é [a novela] "Flor do Caribe".

Problema de audição? Tenho. É que eu fui torturada. [Fica com os olhos marejados]