sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia Internacional da Mulher: Conheça Uma História de Superação, Fé e Milagre e o Desafio de Vencer o Sofrimento Através do Amor.


N.B.: Nesse dia especial, nada como uma história especial para celebrarmos a vida!!!


ÂNGELA RODRIGUES, ESPECIAL PARA AGÊNCIA CONTILNET
Albecíria Taveira, que é conhecida por todos como “Mônica”, nasceu e se criou no bairro Seis de Agosto/Foto: Ângela Rodrigues
Albecíria Taveira, que é conhecida por todos como “Mônica”, nasceu e se criou no bairro Seis de Agosto/Foto: Ângela Rodrigues
“A beleza da mulher alegra o rosto e supera todos os desejos do homem. Se nos lábios dela existe bondade e doçura, o seu marido é o mais feliz dos homens”.

Com este poema bíblico, a Agência de Notícias ContilNet traz uma entrevista especial nesta sexta-feira, 8 de março, que conta a trajetória de superação da acreana Albecíria de Lima Taveira, 45 anos.

Albecíria Taveira, que é conhecida por todos como “Mônica”, nasceu e se criou no bairro Seis de Agosto e carrega consigo uma história surpreendente que reúne dor, superação e fé.

Desde criança, Mônica conta que sempre lutou pela vida de maneira dramática. Aos seis anos, ela foi submetida a uma cirurgia de retirada de amígdalas.

Diferentemente das outras crianças, Mônica relata que não foi fácil crescer alheia a tudo o que uma criança podia fazer como brincar, correr, pular, andar na chuva e se empanturrar de guloseimas.

“Não tive o prazer de ser criança; minha vida não foi fácil e até hoje tem sido muito difícil. Desde muito pequena, tenha travado uma luta contra uma coisa chamada: enfermidade”.

Ela conta que a demora em realizar a cirurgia acabou desencadeando um processo infeccioso no sangue, que terminou por atingir o pleno funcionamento do coração.

Aos 16 anos, ela sente aqueles que seriam os primeiros sintomas de um coração doente. A corrida contra o tempo revela o medo, ao ser submetida ao primeiro cateterismo.

Albecíria foi tratada no hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo/Foto: Arquivo Pessoal
Albecíria foi tratada no hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo/Foto: Arquivo Pessoal
A promessa da equipe médica do hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo, era de cura. Mas, uma hemorragia pulmonar colocou sua vida em risco, e em menos de 24 horas Mônica é submetida ao segundo cateterismo.

O resultado desse procedimento foram 20 dias de coma na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Vencida essa primeira etapa, Mônica retomou sua vida, estudando, trabalhando e,em 1985 conheceu seu esposo Éber Taveira, com quem permanece casada há 23 anos.

Mas, o coração dessa mulher parecia não aguentar tamanha felicidade. E, novamente ela segue às pressas para realizar o terceiro cateterismo.

De volta à terrinha, ela segue sua vida ao lado do esposo. Mas não demora e, logo ela precisa ser submetida ao quarto cateterismo.

Aquilo que já parecia fazer parte de sua vida, agora revela outra surpresa nada agradável: uma hepatite “C”, adquirida em uma das muitas transfusões de sangue em São Paulo.

A doença, além de trazer mais sofrimento, a colocou diante de um dilema: "Gravidez, nem pensar!", disseram os médicos, após o tratamento.

“Lembro que a equipe médica disse que a possibilidade de eu ter um filho era mínima e, em caso tal,eu teria que optar por viver ou deixar meu bebê nascer”, relembra.

Já conformada com o diagnóstico, seis meses depois Mônica recebe, durante um culto da igreja evangélica, uma promessa enviada por Deus: “Bendito é o fruto que está no teu ventre”.

Embora tenha sofrido uma parada cardíaca durante o parto, Mônica volta à vida e dá à luz sua filha Echeiley Jonshon Taveira, hoje com 17 anos.

Em 2002, a válvula que fazia o coração da jovem mãe bater, pára de funcionar e ela segue novamente para São Paulo.

Agora, o problema que afetava apenas a válvula mitral atingiu também a veia aorta, considerada a mais importante para o funcionamento do coração.

A saída foram duas válvulas mecânicas, que deviam permitir uma vida longe de novas surpresas.

Deveria, se não fosse um câncer covarde que insistia em tirar sua vontade de viver. Ela relembra que nesse momento, o apoio do marido, da filha e a sua fé, foram decisivos na luta pela vida.

Em 2009, ela embarca para Barretos/São Paulo e trava a maior de todas as batalhas e após um ano de tratamento e exames chega a triste notícia: a retirada da mama esquerda.

A vida parece já não ter tanto sentido quando se tem pela frente tantas sessões de quimioterapia e radioterapia.

“Quando se tem apenas 1%de chance de sobreviver, a vida parece não ter mais sentido. Essa pra mim foi agota d´água, nesse momento senti como se o céu despencasse sobre a minha cabeça. Meu marido foi quem me trouxe a palavra de ânimo e fé para que eu lutasse e vencesse mais essa luta pela vida”, conta.

Muito debilitada por ter vencido um câncer e sobrevivido a seis procedimentos cirúrgicos no coração e outras incontáveis intervenções para retirada de secreção dos pulmões, Mônica lembra que foi na igreja onde buscou refúgio para tanta dor, angústia e desespero.

“Com tudo, dou graças a Deus por tudo o que vivi até hoje. Quando achamos que não temos força, Deus mostra seu poder. Minha fé sempre foi testada e hoje sei que estou viva para glória de Deus”.

 A fala de Mônica parece soar como um consolo para todos os momentos de luta; assim como um soldado luta pela vitória, ela parece ver vencido a guerra.

Então pergunto: como sobreviveu? Emocionada, ela engole o choro e diz: “Recebi uma promessa de cura vinda de Deus e tomei posse daquela palavra lançada sobre minha vida e, já no dia seguinte, aquela Mônica inchada, que não andava mais, passou a apresentar melhoras dia a dia, e testifico o que vivo”, conta.

Após quase duas horas de entrevista, Mônica conta com emoção que as melhoras deram a possibilidade de viver uma nova e agradável experiência.

Ela conta que,recentemente, refez todos os exames e para surpresa do médico que a acompanhava,o resultado dos exames mostrou que seu fígado não possuía mais qualquer anomalia.

A história de vida dessa mulher foi escolhida pela reportagem da ContilNet para que milhares de homens e mulheres pudessem, nesse 8 de maio, Dia Internacional da Mulher, refletir sobre o verdadeiro sentido e a incessante luta pela vida.

Para encerrar, pergunto a Mônica se ela ainda tem medo de algo. Feliz, ela responde: “De nada tenho medo, essa palavra não faz parte da minha vida”.

E afirma, convicta: “Sabe, muitas vezes achamos que nossa vida não é boa, que nosso trabalho não é bom, reclamamos de tudo e não valorizamos aqueles que amamos. Muitos têm tudo, mas acham que não são felizes, procuram uma razão desconhecida para alimentar uma depressão, rancor, ódios e fracassos. Essas pessoas não sabem valorizar cada respirar, cada dia de vida... eu penso que meu testemunho pode servir para que muitos tenham a oportunidade de repensar sua vida e viver uma nova história comcomeço, meio e final feliz”.

Trajetória de Mônica será retratada em DVD com mensagem de superação e fé
A trajetória de Mônica e sua luta pela vida será contada em um DVD de testemunho e fé. Seu marido, Éder Taveira, está à frente do projeto, mas conta que ainda esbarra na falta de condições financeiras para sua conclusão.

“Queremos levar o forte testemunho de minha esposa para que, através dele, possa mudar vidas e testemunhar os milagres e o poder de Deus. Tenho a certeza que muitas vidas serão restauradas ao ver esse testemunho”, destaca.

O projeto que pretende levar esta mensagem de superação e fé necessita de ajuda; quem desejar contribuir para sua execução pode contatar pelo telefone: (68) 9998-6769.

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