domingo, 17 de março de 2013

Delírios de Uma Abelha Rainha.

100° Delírio de Mim Mesma.



Resolvi estrear minha bike hoje, e lá pelas tantas levei uma ferrada de abelha que fez doer meu corpo todo. Interessante como essa ferrada também me fez refletir sobre algumas coisas e abriu a minha mente pra fazer o centésimo delírio.

Do primeiro delírio pra cá, passaram-se três anos e meio. Comecei com um delírio sobre religião, política e direitos civis. Fiz homenagens, falei do meu amor por uma mulher, do amor por minhas mulheres, e do amor pelos meus homens. Me revoltei, transbordei de alegria, vivi meus lutos, ensinei, aprendi e escrevi, como escrevi!

Tem muito sobre pouco, e embora eu precise ampliar meu leque de temas, esse pouco já me completa. Minhas frases falam tudo e nada sobre mim. Na maioria das vezes uma contradiz a outra, o que mostra que meus pensamentos e opiniões mudam o tempo todo, de acordo com o momento vivido.

Não tenho problema em mudar de opinião, tenho problema em ter verdades absolutas, porque quem as tem não se abre para ouvir outras opiniões.

E o que a abelha tem a ver com isso? A abelha é uma criaturinha muito sagaz e sempre mais rápida que a outra abelha. Hoje uma foi mais rápida que eu e amanhã eu serei mais rápida que outra.

Minha mãe não podia ter escolhido nome mais adequado pra mim, sou um misto de ferrão e doçura. O ferrão que fere o outro é o mesmo que me destrói, e a doçura que compartilho com minha colmeia é a mesma que me reconstrói sempre. Minha doçura e meu ferrão estampam-se nas palavras que escrevo.

Continuarei delirando, muitas vezes de maneira doce e muitas vezes soltando meus ferrões, mas sempre expressando as minhas novas e 'velhas opiniões formadas sobre tudo'.






Para acessar os outros 99 delírios, procure a sessão "Delírios de Débora Bandeira" no canto direito do blog, conforme ilustra a imagem ao lado:


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