segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Kléber Bambam: Gênio ou Idiota?



Saída do primeiro vencedor do 'BBB' mostra que os brothers também aprendem: aos 35 anos, ele não tem a mesma paciência para o programa que tinha aos 24. Futuro dentro da Globo, no entanto, está comprometido.


Kléber Bambam comemora a conquista da primeira liderança no 'BBB 13'

Kléber Bambam é um gênio ou um idiota? OK, a questão está respondida. Mas não esclarece inteiramente o episódio da manhã do último sábado, quando um acelerado, tenso e um tanto confuso Bambam desapareceu das telas do pay-per-view e da internet depois de ser chamado ao confessionário. O Big Brother tem o poder de levar do anonimato à fama, mas também pode, naturalmente ou por contrato, tornar um famoso invisível. Bambam não desapareceu. Apareceu – só para a Globo – em uma entrevista no Fantástico, na noite de domingo, em que falava das circunstâncias que motivaram sua saída. Não exatamente as mesmas dúvidas que atormentavam a cabeça do brother dentro do BBB, e que, estas sim, indicam que a desistência pode não ser algo tão descabido e impensado.

Para especular sobre o futuro de Kléber Bambam é preciso imaginar dois cenários extremos, de sucesso e fracasso. De cara, é impossível não admitir que Bambam é o personagem da primeira semana do BBB 13. Vencedor do primeiro Big Brother, Bambam considerava, em conversas com os participantes de agora, o risco de “sair menor do que entrou” na casa do programa. Ao sair, preservou sua popularidade momentaneamente e, dependendo do que fará daqui para a frente, entrará para a história como o brother ou o "anti-brother" – com mais força e menos cérebro que o psicólogo dr. Marcelo, que também desandou a criticar o programa depois que deixou o confinamento.
A hipótese de Bambam comandar uma cruzada contra os reality shows é mínima. Mas o que disse pouco antes de sair já valeu o ingresso. Ao Fantástico, disse que era acordado “com um som insuportável” e que, aos 35 anos, não tem mais a paciência que tinha aos 24 para suportar as pressões e a exposição no jogo. Na véspera de externar sua decisão, ele conversava, em um canto da casa, sobre as tensões do jogo. “Será que o público lá fora quer que eu ganhe? Será que eu quero isso? Fico pagando mico, chegando “nas mulheres” (sic) e depois, ó...”
À sua maneira, lançou a dúvida: vale a pena toda a exposição de um reality show? Para quem está disposto a viver da fama, o risco pode compensar. Para quem não tem estômago e miolos capazes de suportar provas e pressões, certamente sai mais caro. Bambam é um bom exemplo do que é a vida pós-BBB. Teve dinheiro, oportunidade e fama, com picos durante as edições do programa e períodos de baixa que o colocam no pântano das subcelebridades.
Estratégia - Ele é também o exemplo máximo da tentativa de Boninho de alavancar a audiência com figuras já conhecidas do público. Fani, Dhomini, Anamara, Elyeser, Natália e, agora, o lutador Yuri ajudam um bocado. Mas também criam um problema para Boninho. Como são menos ingênuos, manipulam mais, tiram uma parte do entretenimento que está na capacidade de “surpreender os participantes” com as desventuras dos três meses de cativeiro. Dane-se tudo isso, pensarão os produtores, se o programa mantiver em alta sua capacidade de atrair anunciantes, merchandising e audiência – hoje em ascensão na internet e em queda no ibope da TV aberta.
Considerando a possibilidade também de ser este o último BBB, Bambam pode ter feito a aposta correta, e fez o que pôde para não se juntar aos ex-brothers eliminados. E terá, portanto, exercido seu lado “gênio”, se comparado às mentes confinadas.
O revés maior, no entanto, não é café pequeno. Bambam dificilmente gozará de prestígio nos elencos e nas oportunidades da emissora. Apesar da poesia de conciliação de Pedro Bial, antes da entrevista dada ao Fantástico pelo desertor, Bambam desceu do olimpo do Big Brother, e estará à própria sorte se quiser continuar a viver da fama.
No QG do BBB, a solução encontrada para manter a receita imaginada por Boninho foi a seguinte: sai Bambam, entra Yuri. O lutador que vivia aos beijos – para dizer o mínimo – com a bonitona Laisa tem músculos, temperamento explosivo, história fora da casa e disposição para se atracar com as confinadas – exatamente como Bambam. O que pensam pode não ser parecido. Mas quem se importa?

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