quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O Diário Roubado - Régine Deforges.


Classificação Pessoal: Horrível... Uma Porcaria!!!


Léone é uma adolescente de quinze anos de idade, radiante de energia, beleza e personalidade que acredita que a única certeza que tem no dia-a-dia da pequena e pacata POITOU, cidadela no interior da França, é que ama Mélie, sua sensível e doce colega de classe. Ambas frequentam o colégio de freiras, onde Léone questiona mentalmente os ensinamentos em sala e fantasia as delícias de estar ao lado de Mélie e a tocar. Na fase plena do descobrimento da sua sexualidade, Léone possui um ardoroso e tenaz admirador, o jovem Jean-Claude.



Certa tarde, Jean-Claude consegue arrancar dela o consentimento para se encontrarem escondidos em uma colina verdejante. Léone, como toda menina de sua idade, possui curiosidade sobre meninos e também certa excitação com a descoberta do mundo masculino. A mãe da adolescente consente que eles saiam, fitando-a com olhar cúmplice de pleno entendimento.


Léone não possui amigos. Somente colegas. Na verdade não é por falta de pessoas que querem aproximar-se dela. A adolescente é exigente e não consegue confiar naquelas pessoas da localidade, com quem cresceu. Confia somente em Mélie mas nem a ela, Léone tem coragem de confidenciar tudo que sente. Por isso possui um diário. Neste, ela derrama o âmago de sua alma, descrevendo a intensidade de tudo ao redor e também do sentimento por Mélie. Descreve como suas pernas doem, seu corpo reage ao tocar e ser tocada pela namorada.

Nas férias, todos do lugarejo vão a um baile na prefeitura. No campo não há muitas possibilidades de diversão e quando surge uma, todos logo se apressam a ir se divertir. Lá, Jean-Claude apresenta Alain à Léone. A jovem logo sente uma violenta antipatia por aquele malicioso jovem de dezenove anos que veio passar as férias no pacato lugarejo.

O diário de Léone, inexplicavelmente foi roubado por Alain, que alardeou por todos os cantos daquela minúscula e puritana cidade os detalhes ardentes do relacionamento das namoradas. Todos se voltam contra Léone que luta como uma tigresa na defesa do seu amor por Mélie. Já a namorada se mostra uma menina temerosa de contrariar os pais e covarde. 

Os dias passam e Alain se coloca em todos os lugares públicos, lanchonetes, sorveterias, lendo trechos do diário, fazendo com que a população mais velha de Poitou, os puritanos e outros hipócritas, simplesmente encarasse a exuberante ruiva, Léone como uma aberração devassa que teria seduzido a ingênua Mélie. 

Proibidas de se encontrarem, Mélie entrega-se à depressão enquanto Léone luta pelo seu amor, indo contra sua família, os amigos e toda a população da cidadela. Ela demonstra uma profundidade de amor, uma grandeza e solidez de caráter que poucas pessoas teriam em idades mais avançadas. Na cidade, mulheres atacam Léone tentando lincha-la e os que antes haviam sido seus amigos, observam sem interferir. Elas a espancam, chutam e rasgam suas roupas. Apenas um forasteiro interfere e demonstra um pouco de misericórdia. 

Sabendo disso, o pai de Léone leva a família para longe dali. Mélie chora na despedida, jurando que amaria Léone até o fim de sua vida e a jovem parte, com o coração e alma partidos, sabendo que amadurecera precocemente e que não voltaria. 

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