domingo, 11 de outubro de 2009

Com o Tempo Nos Perdemos de Nós Mesmas?


Onde está aquela pessoa que agora já não reconheço mais no espelho?


Crescer, tomar as responsabilidades como suas, aceitar as derrotas e superar o cansaço de um fracasso, suspirar aliviada por uma conquista ou tantos outros prazeres e decepções da vida, nos fazem mudar. Você sente falta do seu eu de 10 anos atrás? Procura por insights que tornem aqueles momentos próximos ao gosto de adrenalina do passado?

Não digo que a busca desse sentimento seja o desejo de voltar ao que se fora um dia no passado, não, mesmo porque certamente a maioria que está a ler este texto, não trocaria a imaturidade de anos atrás pela experiência que trouxe até aqui.

Agora, você numa segunda-feira no escritório, quem disse que não dá aquela vontade louca de subir na mesa gritando que odeia segunda-feira, sair para beber e na terça voltar como se nada tivesse acontecido. Precisamos por muitas vezes liberar a adrenalina escondida naquele eu que ficou para trás por tantos motivos, tantas responsabilidades que, agora já tantas vezes cumpridas, podem ser delegadas ou mesmo aguardar um pouco nesse seu momento de extravasar todo esse peso.

Carregamos tantos fardos, tantos problemas, muitas vezes muito mais os problemas dos outros do que os nossos que, aliás, já pesam o suficiente para te dar problemas na coluna daqui alguns anos. Estive conversando com uma amiga esses tempos que alegava que a esposa não conseguia entender esse desejo dela de querer voltar a sentir um pouco do gosto do que ela foi um dia, sem, contudo voltar a ser aquela pessoa, pois como ela mesma diz – Voltar para o meu passado não quero, eu era uma idiota!

Eu também. Nos acomodamos tanto na nossa rotina, onde não vemos mais as novidades que víamos há tempos atrás. Por exemplo, você lembra da emoção que foi a primeira vez que dirigiu? Lembra da última? Incomparável, agora você dirige no automático, nada mais é novo e seus medos ficaram para trás numa segurança que não existia antes.

Somos assim em vários outros aspectos, tentamos sempre sermos diferentes nos relacionamentos, fazendo com que o primeiro beijo com aquela pessoa tenha a mesma sensação de borboletas no estomago que o primeiro beijo da sua adolescência.

Façamos o novo, procurando experiências novas, sabendo que hoje temos a sabedoria que não tínhamos no passado. Aproveite a vida como se cada paisagem e situação vivida fosse inexplicavelmente nova e excitante.

Extraído de: http://paradalesbica.com.br/2009/10/com-o-tempo-nos-perdemos-de-nos-mesmas/

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